terça-feira, 19 de junho de 2018

Como a obra de Tim Ingold desdobra a ontologia de Deleuze & Guattari

Para a versão em inglês, clique AQUI

Trabalho apresentado na 11a International Deleuze and Guattari Studies Conference na Unicamp, 2018: saiba mais AQUI

Nelson Job


Tim Ingold

Deleuze & Guattari
















Nesta nossa comunicação, vou apresentar a antropologia de Tim Ingold naquilo em que ela desdobra a ontologia de Deleuze e Guattari. Sabemos o quanto é problemático chamarmos a obra de Deleuze e Guattari de “ontologia” e aqui quero deixar claro de saída que enquanto “ontologia”, para além do “estudo do ser”, estou operando de acordo com os estoicos e substituindo, por assim dizer, o "ser" pelo devir.

Dito isso, cabe uma pequena apresentação de Tim Ingold: ele é um antropólogo inglês nascido em 1948, filho de um  importante especialista em fungos, Cecil Ingold. Desde o início da sua obra, seguindo os Passos de um autor que o influenciou, Gregory Bateson, Ingold sempre foi um corpo estranho na antropologia, com grande parte do meio antropológico tendo dificuldade em entender sua itinerância. Seu trabalho etnográfico inicial foi com os skolts, indígenas da Finlândia, que ele pretende retomar em breve. A partir de 1999, Ingold começou a dar aulas na Universidade de Aberdeen, Escócia, onde finalmente encontrou a liberdade para ministrar aulas da maneira que ele pensava ser mais adequada, por exemplo: seus alunos ficam descalços nas aulas para entrar mais em contato com o ambiente. Ingold os leva à praia para soltar pipa, e com isso, perceber a imanência ao longo das linhas que juntam areia, aluno, pipa e vento, chegando até a fazer balaios, para trabalhar a univocidade ao longo de conteúdo e expressão. A partir da publicação do seu livro de 2000, The Perception of environment, Ingold conseguiu um reconhecimento mundial maior da sua obra - que também começava a ter uma influência crescente de Deleuze e Guattari, sobretudo de Mil Platôs - tendo inclusive vindo algumas vezes ao Brasil e finalmente, tendo um de seus livros traduzidos aqui pelas editora Vozes, o Estar Vivo. Ingold é um crítico costumeiro da obra de Lévi-Strauss e Bruno Latour, mas acerca disso, falo mais adiante. A antropologia de Ingold, segundo o próprio, é anti-disciplinar, no sentido que ele é crítico ao termo interdisciplinar, fazendo com que sua antropologia conflua com a arte, educação e psicologia, sendo ela própria uma derivação filosófica. Além disso, em seu último livro, Anthopology: why it matters, ele acrescenta que antropologia é filosofia com as pessoas dentro.

Tendo apresentado Ingold, o que me co-move ao realizar a presente comunicação é o fato que, a despeito da enorme influência da filosofia de Deleuze e Guattari, ao que me parece, ninguém, até então, conseguiu avançar em sua ontologia. O que apreendemos usualmente são usos mais ou menos originais de seus conceitos, colocando-os em campos até então inéditos e avançando na compreensão da bibliografia presente em seus textos. Com Tim Ingold, finalmente, me parece que alguém consegue ir além. E é acerca disso que vamos falar agora.

Em primeiro lugar, a filosofia de Deleuze e Guattari é entendida como uma filosofia do “entre”. O que Ingold, em vários momentos da sua obra propõe, é que no lugar do entre se conceitue o ao longo de. O problema do entre, para Ingold, é que ele exclui parte do ambiente, e o ao longo de inclui tudo, toda a vida inerente ao processo. É preciso entender aqui que a ontologia de Deleuze e Guattari seria algo como ao longo de. A ideia aqui é apenas explicitar isso. No entanto, o problema do entre ressoa em outros autores, como Bruno Latour e sua famosa Teoria do Ator-Rede. A Teoria do Ator-Rede, a despeito das inúmeras emendas que Latour aplicou a ela ao longo dos tempos, incluindo renegar esse nome, essa teoria separa os atores da rede, realizando mais um dualismo. Em um divertido texto de Estar Vivo, Ingold coloca uma aranha pra conversar com uma formiga (ANT: Actor-Network Theory) afirmando que a aranha, como tece a sua teia a partir de si, ela é de fato imanente a sua “rede”, que Ingold substitui por malha. A crítica de Ingold à ideia de rede, é que esta só se preocupa com seus nós e não com o que acontece ao longo deles!

O questão do ao longo de, nos levou inevitavelmente à questão das malhas em Ingold, inspirado no filósofo Henri Lefebvre. As malhas emergem aqui, pelo que foi dito anteriormente e por ser uma imagem mais eficaz à imanência. E é aqui que Ingold traz mais uma importante contribuição à obra de Deleuze e Guattari: é em relação à questão das linhas, cujo emaranhado vai constituir a malha, da qual falamos anteriomente. Ingold vai partir do uso que Deleuze e Guattari fazem em Mil Platôs das linhas do pintor Paul Klee, que segundo o próprio, suas linhas, que são vivas, são o ponto que saíram para dar uma caminhada. Ingold vai recuperar a ideia de Deleuze e Guattari que seguir as linhas é diferente de “imitar”, ou seja, é muito mais uma questão de itinerância do que de “interação”, posto o dinamismo no processo que Ingold evoca aqui. Voltaremos à questão do problema da interação mais tarde. Podemos dizer que a antropologia de Ingold é de itinerâncias das linhas e seus emaranhados, tendo ele dedicado dois livros ao tema das linhas, além delas aparecerem sempre ao longo de sua obra. Esses emaranhados ressoam com a ecceidade que Deleuze e Guattari recuperam de Duns Scot.

  
Máquina de Gorgear, Paul Klee

Angelus Novus, Paul Klee

                                                    
Ainda com Klee, Ingold o cita quando este diz que as formas de gênese e crescimento das formas são mais importantes que as formas elas mesmas. E ainda: “a arte não reproduz o visível, mas torna visível”. Aqui fica possível perceber as ressonâncias com a filosofia de Bergson, onde ele diz em seu texto “A percepção da mudança”, ser a função do artista é nos fazer ver o que até então para nós era invisível. Ingold diz em uma entrevista que leu tanto Bergson em sua juventude que hoje ele não sabe se teve uma nova ideia ou se está simplesmente pensando como Bergson! Em um sentido semelhante a Klee, Kandinsky, tanto em suas pinturas como em seus escritos, também vão ser importantes para Ingold.

E as linhas nos remetem ao rizoma, termo, aliás retirado por Deleuze e Guattari do livro Naven, de Gregory Bateson. Essa é uma das críticas mais interessantes de Ingold. Ele vai dizer que o empréstimo do conceito feito na biologia é indevido! Explicando: o que é, afinal, o rizoma na botânica? De fato, o rizoma é um entrelaçamento de raízes. No entanto, ele é uma espécie de clonagem da natureza. Um rizoma reproduz-se, criando uma rede de semelhanças. E pior: se uma parte do rizoma é atacada, toda a rede se desmonta! A bananeira é um típico rizoma. E o maior problema das bananeiras, o que se pegar em uma alastra para todo o rizoma são... os fungos! Curiosamente, é justamente no micélio fúngico em que Ingold vai encontrar o melhor exemplo na biologia do rizoma filosófico. Baseado no biólogo Alan Rayner, Ingold diz que o micélio fúngico  - o que seria a “malha” de fungos – possuem as características que ressoam de forma mais precisa com o conceito filosófico de rizoma, pois o micélio fúngico não possui centro, pode durar cerca de milhões de anos, transmite informações ao longo da floresta, sendo considerado hoje em dia até mesmo o cérebro do floresta! Há uma espécie de “revolução fúngica” acontecendo hoje na biologia, graças aos estudos de vários autores, entre eles, Paul Stamets. De quebra, se parte do micélio for destruído, diferente dos rizomas como os da bananeira, ele se reconstitui em grande parte das ocorrências, dado ao seu funcionamento descentrado!


Micélio Fúngico





É preciso deixar claro que o conceito filosófico de Deleuze e Guattari de rizoma, enquanto conceituação filosófica, está intacto. A crítica aqui é da imagem tomada de empréstimo da botânica, que foi, por assim dizer, infeliz. O estudo dos fungos gera uma compreensão mais eficaz e precisa desse conceito filosófico.

Uma outra problematização de Ingold é em relação aos conceitos de liso e estriado em Mil Platôs. Para Deleuze e Guattari, há uma correspondência entre a distinção háptica (tátil)/óptica com o liso/estriado. Para Ingold, a distinção do tátil e do ótico se dá apenas no estriado, ou seja, o agricultor, por mais que aproxime a visão da terra e o pegar na enxada e o pedreiro gótico opere no nível do chão, eles não são nômades! Dito em outras palavras, o fato de tátil e ótico serem transversais no agricultor e no pedreiro, não necessariamente ressoa em uma transversalidade entre o liso e o estriado. Essa transversalidade se opera apenas no estriado. Isso vai ser importante para Ingold, pois ele vai tecer toda uma conceituação do que é atmosfera, que ele desenvolve a partir do filósofo Gernot Böhme, em detrimento da “paisagem”, no sentido que “paisagem” é algo intocado e atmosfera é eminentemente relacional.

Um outro detalhe, de âmbito mais geral, seria a questão da ontologia e epistemologia, outro item presente ao longo da obra de Ingold. Em suas provocações da ordem de uma anti-disciplina, ao seguir linhas imanentes e vivas, Ingold critica essa separação e diz que não dá para pensar uma sem a outra. Mais uma vez, se Deleuze e Guattari ainda falam eventualmente em “ontologia”, sua obra é exemplo de imanência ao longo de ontologia e epistemologia, ainda que isso não esteja explícito. Se formos, de forma consistente, partir de uma imanência, é preciso apreender a imanência ao longo de epistemologia e ontologia, ou seja, sem mais o dualismo de ser e pensar. A partir de uma imanência, “ser” se converteria em devir, como eu comecei esta comunicação e “pensar” se converteria em saber, ou melhor, “conhecimento” se converte em sabedoria. Esse é o tema de um dos livros mais recentes de Ingold, Anthropology and/as education, lançado este ano, que orbita em torno da ideia de que educação, no sentido ingoldiano em que ela ressoa com a antropologia, está muito mais ligada à atenção do que à “transmissão”! Atenção aqui não é um processo cognitivo e sim, ecológico, no sentido de juntar (togethering). Esse “juntar” é, para Ingold, o que faz a diferença da “interação” (que nos referimos anteriormente) para a correspondência, tema do seu próximo livro a ser escrito. A "interação" é uma alternância de ações e a correspondência é o  juntar. Ingold dá o exemplo do jogo de xadrez. Interação seria a alternância individual de resposta ao movimento do outro. Correspondência, por sua vez, seria a itinerância de ambos no amor pelo xadrez. Isso culmina em uma crítica de Ingold ao conceito de “alteridade”. Não seria uma questão do ‘outro”, mas de, mais uma vez, juntar. Nada mais spinozista e deleuziano. Não é uma questão de “eu e você”, mas de nós! E, quem sabe, nós não apenas no sentido da correspondência ao longo de sujeito e objeto, mas também dos nós que emaranham as linhas ingoldianas...

O meu propósito aqui foi mostrar os sutis ganhos que a antropologia peculiar de Ingold traz à ontologia de Deleuze e Guattari. Para mim, Ingold traz uma maior intimidade, por assim dizer, com a imanência. Em outras palavras, é diferente filosofar “sobre” a imanência do que filosofar na imanência!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Do dualismo aos transaberes

Este artigo foi originalmente publicado no Jorna do Brasil no dia 04 de junho de 2018. O link no jornal está AQUI. Nesta versão, temos o original do autor, sem as intervenções dos editores:




Nelson Job


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                 Como o ser humano ocidental se tornou tão só, desamparado em relação ao cosmos em que habita? A resposta é tão complexa quanto processual, exigindo que apreendamos como o dualismo ocorreu ao longo dos tempos.

            A nossa divisão entre Ocidente e Oriente já evidencia esse dualismo, pois aqueles que chamamos “orientais” evitem essa postura: muitos deles apreendiam o imanifesto e o manifesto enquanto complementares. Nós separamos vida e morte, senhor e escravo, e assim por diante. Basta uma divisão para que muitas se instalem. E assim foi: no Império Antigo do Egito, a sociedade se organizava tratando religião, política, filosofia, arquitetura etc. enquanto um contínuo. Já no Império Novo, vários deuses imanentes ao cosmos foram sendo abolidos em prol de um deus transcendente: os deuses deixaram de existir através dos humanos, para que eles obedecessem a apenas um que estava Além. O dualismo desdobra-se na Grécia Antiga, separando filosofia e “ciência” de um lado, mito e rito de outro. Por sua vez, na Idade Média, o Cristianismo vai separar Deus e mundo, e no século XVII, Descartes concebe corpo e mente enquanto naturezas diferentes, enquanto as palavras, que eram antes extensões das coisas, se tornavam apenas representações delas.

            O alquimista Isaac Newton publicou em vida apenas seu trabalho científico. Essa edição de sua obra impulsionou a Revolução Científica, que intensificaria ainda mais o dualismo, separando o mundo e sua representação numérica. No século XVIII, Kant levou esse dualismo ao ápice, afirmando que não temos acesso à realidade, apenas a “filtramos” através de nossas mentes. O imanifesto ou os invisíveis deixaram de povoar a experiência cotidiana, migrando para onde eram supostamente mais controláveis, a saber, no imaginário científico: na força de gravidade, no campo eletromagnético e no emaranhamento quântico.

            Freud até identificou bem esse desamparo, mas sua solução agravou o problema. Tal desamparo contribuía para que algo supostamente superior e transcendente ordenasse como alguém deveria viver a sua vida, seja ele deus, rei, empresa, padre, chefe,  juiz etc. O pensamento da transcendência preparou o ser humano para a servidão.

            No mesmo século XVII cartesiano, temos Spinoza, um polidor de lentes, ou seja, destinado a fazer a humanidade a enxergar melhor. Herdeiro de todos que pensaram à margem do Ocidente – egípcios do Império Antigo, Heráclito e Estoicos na Grécia, os bruxos herméticos medievais –, o spinozismo expressa Deus e Natureza enquanto imanentes, entrando em ressonância com certa filosofia oriental. Habitar essa Natureza processual expulsa qualquer possibilidade de transcendência opressora. O ser humano, cósmico, caminharia, assim, rumo à liberdade e à beatitude, a apreensão de que ele é um com a multiplicidade cósmica.

            Apreendemos o multidisciplinar como os saberes um ao lado do outro, e o interdisciplinar quando estes se atravessam. Já o transdisciplinar seria um saber híbrido que emerge das relações entre eles. A obra de Spinoza seria transdisciplinar, confluindo filosofia, ética, teologia, ótica e geometria. Muitos autores desdobram esse campo: os filósofos Bergson e Deleuze, o antropólogo Tim Ingold etc. As ressonâncias ao longo dos saberes se pronunciam: com os adventos da cosmologia, da mecânica quântica, da arte moderna, da biologia (sobretudo a epigenética e os novos estudos acerca dos fungos) e a nossa abertura crescente à meditação e toda a sabedoria “oriental”, estamos mais aptos a tecer a transdisciplinaridade.

            No compasso da prática africana ubuntu de saber, ou seja, estar atento à imanência ao longo dos processos da vida e do conhecimento, a transdisciplinaridade precisa ocorrer nesta imanência. Para dar um passo além do conhecimento trans-disciplinar, propomos os transaberes, ou seja, o transdisciplinar na vida, em que o conhecimento se desdobre em sabedoria. Essa sabedoria se adquire com intuição, a saber, a imanência ao longo do conhecer e sentir: no corpo, enquanto cosmos.



terça-feira, 6 de março de 2018

Curso Transdisciplinaridade para Fadas



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É preciso transformar os saberes. Se Pitágoras trouxe rituais e seu famoso teorema do Antigo Egito, onde já havia ocorrido a filosofia; se Isaac Newton era, além de físico, alquimista; se o físico quântico Wolfgang Pauli sonhava junto com Jung uma “psicologia quântica”, então, toda a História está mal contada. A partir da nossa crítica aos problemas contemporâneos do dualismo e da compartimentação dos saberes, vamos recorrer à História Antiga e aos bruxos para recriar essa História tecendo conceitos de Hermes Trismegistus, da espiritualidade oriental, da filosofia de Spinoza, Bergson e Deleuze, com a Mecânica Quântica e a cosmologia. Com isso, evidenciaremos uma longa história conceitual, contínua e oculta, ao longo dos milênios. Junto com essa recriação, vamos nos dedicar a alguns exercícios energéticos e meditação, relacionando conceito e prática. Certificado ao final do curso.

ATRATOR: Nelson Job – Doutor em História das Ciências, Técnicas e Epistemologia/UFRJ, autor do livro “Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica”, psicólogo e atrator do campo experimental transaberes.


DURAÇÃO: 8 encontros de 2 horas.
LOCAL: Casa de Pedra – Rua Redentor, 64, Ipanema, Rio de Janeiro.
HORÁRIO: 19:00 às 21:00
DATAS: terças: 03, 17, 24 de abril e 08, 15, 22 e 29 de maio e 05 de junho.
PARA QUEM: todos os interessados
INSCRIÇÃO para pagamento com cartão: clique AQUI

Para depósito (3x sem juros - 1 inscrição + 2 abril e maio): inbox ou no e-mail nelsonjob1@yahoo.com.br




Nelson Job fala sobre o curso



PROGRAMA

Encontro 01- Nossos problemas: o dualismo e a compartimentação dos saberes. De como a separação foi se dando no Antigo Egito, culminando em uma Grécia dividida. O pensamento judaico-cristão como grande separatista. A Inquisição, o Iluminismo e a Revolução Científica como desdobramentos desse separatismo.
Prática: meditação

02- Os bruxos: xamãs, alquimistas, e o Hermetismo da Idade Média. 
Prática: estado vibracional.

03- A filosofia I: Heráclito, Spinoza e Leibniz
Prática: meditação + estado vibracional 

04- A ciência I: os precursores bruxos – Paracelso, Giordano Bruno, Kepler, Isaac Newton e Mesmer.
Prática: clarividência

05- O Oriente: Taoísmo, Budismo e Advaita Vedanta
Prática: percepção de campo

06- Filosofia II: Henri Bergson e Gilles Deleuze
Prática: vortex simples

07- Ciência II: física moderna: Mecânica Quântica (+ sua aplicação na Consciência) e cosmologia
Prática: vortex avançado

08: Transdisciplinaridade & transaberes- Como tudo isso conflui na vida? O vortex.
Prática: vortex coletivo

Leitura de apoio sugerida: “Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica” de Nelson Job, ed. Cassará, à venda no curso. Sobre o livro: clique AQUI


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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Curso Transaberes: Deleuze em Devires



A obra de Gilles Deleuze é uma das mais influentes nos dias de hoje. Ainda que muito domesticada pelo seus seguidores, seu original atravessamento pela filosofia - através de intercessores como estoicos, Spinoza, Leibniz, Hume, Nietzsche e Bergson -, ciência e artes se mostra cada vez mais consistente e necessário. Hoje, vem emergindo novas ressonâncias possíveis, por exemplo, com as espiritualidades. 

Nesse novo curso, iremos trabalhar os principais conceitos em Deleuze, como devir, plano de imanência, rizoma, multiplicidade, molar e molecular, Corpo sem Órgãos etc. e vamos por em ressonância com questões contemporâneas, impulsionados por novos estudos e práticas.

Atrator: Nelson Job (autor do livro "Ontologia Onírica", doutor HCTE/UFRJ, psicólogo pela PUC-Rio e atrator dos transaberes).
Datas: todas as segundas de 18 de setembro à 06 de novembro (total de 08 encontros)
Horário: de 19:30 às 21:30.
Local: Rua 2 de dezembro 78/506, Catete, Rio de Janeiro. Próximo à estação de metrô Largo do Machado.
Contribuição: R$500,00 (aceitamos cartões dividindo em parcelas). Realize sua contribuição clicando AQUI
Informações: nelsonjob1@yahoo.com.br

Deleuze em Devires no facebook: clique AQUI

Página transaberes no facebook: AQUI



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Workshop Iniciação aos Transaberes




Vivemos tempos peculiares. Política, educação, espiritualidade, conhecimento, cuidados de si estão em crise e evidenciam a urgência em problematizar como estas instâncias foram entendidas enquanto saberes separados. A partir da crítica a essa separação, apreenderemos estes saberes enquanto articulados, tecidos em uma contínua malha e sobretudo, como esta malha se extende à vida. Nesse workshop de iniciação aos transaberes, nós investigaremos como os saberes se separaram em sua passagem do Egito para Grécia, cuja separação se intensificou na Idade Média e Iluminismo para,  a partir das filosofias egípcias e suas afluentes no Ocidente, bem como suas ressonâncias no Oriente, emergem os transaberes, ou seja, uma transdiciplinaridade  na vida.  Ao longo do workshop, teremos uma prática opcional meditativa e energética. A jornada culmina no vortex, instância que apreende a malha conceitual e experencial dos transaberes no workshop.

Data: 06 de maio de 2017, sábado
Horário: 14:00 às 19:00
Local: Catete Business Center, Rua 2 de dezembro n. 78 (para saber a sala, faça a inscrição)
Inscrição: nelsonjob1@yahoo.com.br (vagas limitadas)
Atrator: Nelson Job (autor do livro "Ontologia Onírica", doutor pelo HCTE/UFRJ, psicólogo e atrator dos Transaberes)
Valor: contribuição consciente a ser feita no próprio workshop
Temas: filosofia da diferença, hermetismo, mecânica quântica, teoria do caos, consciência, advaita vedanta, anarquia ontológica, arte contemporânea
Autores a serem trabalhados: Gilles Deleuze, Hakim Bey, Hermes Trismegistus, Tim Ingold, Baruch Spinoza, Roger Penrose, Lao Tsé, Henri Bergson, Rumi, Wouter Hanegraaff etc.
Bibliografia Principal (a leitura é bem vinda, porém, opcional): "Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica" de Nelson Job, ed. Cassará.
Será fornecido certificado após o workshop





Iniciação aos Transaberes no FacebookAQUI

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Co(s)micidades: evento público Transaberes

Dos belos encontros à  Gargalhada Cósmica 




O encontro “Transaberes: Co(s)micidades”, que acontece no dia 15 de outubro (sábado), no Espaço Terra Mater (Rua Barão de Guaratiba 29, Glória), reunirá estudiosos e pensadores contemporâneos de diferentes áreas do conhecimento, como filosofia, física, cosmologia, artes, antropologia e espiritualidade, para reflexões sobre as várias abordagens do riso. O encontro acontece das 10h às 18h e contará com a contribuição consciente do público.

O tema Co(s)micidades, como o próprio nome sugere, propõe a imanência da comicidade e do cósmico, além de permitir outras abordagens como a relação com a “cidade”, “idade” (no sentido de “era”) e “comic” (história em quadrinhos). “Segundo Spinoza, bons encontros geram aumento de potência, que é a alegria, na filosofia. Isso vai contra a ideia de que o conhecimento é algo sisudo. Ele pode ser algo prazeroso, que traz alegria. É o que chamamos de “gargalhada cósmica”, uma contribuição dos trópicos em relação ao conceito de riso do filósofo Henri Bergson”, explica Nelson Job, que também é doutor e pós-doutorando em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ e autor do livro “Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica”.

O encontro acontece em formato de “espiral”, o que permite um debate orgânico e contínuo. Os palestrantes convidados participarão como atratores e provocadores de cada área por meio de intervenções curtas, falas ou apresentações artísticas. Segundo Nelson, “o objetivo é facilitar a hipermeabilidade e a transdiciplinaridade dos saberes, ou seja, a partir das suas interrelações, emergem saberes híbridos”.


PROGRAMAÇÃO

10h00 às 11h45 
Marly Chagas (musicoterapeuta)
Vera Lúcia Barros (psicóloga)
José Pacheco (educador)

11h45 às 13h30
Grupo Ocupação de Escolas
Nelson Job (vortexeador dos transaberes)
Richard Riguetti (palhaço)

13h30 às 14h30 
Hora reservada para almoço 

14h30 às 16h00
Auterives Maciel (filósofo)
Paloma Carvalho (artista visual)
Gustavo Ruiz Chiesa (antropólogo)

16:00 Lançamento de livro "Além do que se vê"

16h30 às 18h00
Renato Noguera (filósofo)
Maria Luiza de Carvalho (psicóloga e terapeuta ocupacional)

Veetshish Om (física, psicóloga e expressão do Inominável)


Saiba mais no vídeo:




O vídeo acima é de nossa camapanha de crowdfunding. Faça sua contribuição e ganhe recompensas: AQUI


Durante o evento também acontecerá o lançamento do livro “Além do que se Vê: magnetismos, ectoplasmas e paracirurgias” (acerca do livro, clique AQUI) do antropólogo Gustavo Ruiz Chiesa, um dos atratores do Co(s)micidades.




Documentário
O estudo dos transaberes será tema de documentário. O filme contará com a participação de importantes intelectuais de diferentes áreas, como o Luiz Pinguelli Rosa, físico e ex-diretor da Coppe, o filósofo italiano Ugo Pagalo e o jornalista e autor do blog Cinegnose, Wilson Roberto Vieira Ferreira. O encontro Co(s)micidades também fará parte do documentário.

Para dançar
No mesmo dia, 15, a partir das 23h, na Vizinha 123 (Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo), será realizada a “Vortex”, festa dançante com diferentes estilos musicais e variadas nacionalidades. A proposta é colocar em prática o conteúdo conceitual desenvolvido durante o encontro e oferecer uma experiência de transaberes e culturas. A entrada custa R$ 10,00.




Serviço
“Encontro Transaberes II: Co(s)micidades”
Data:
15 de outubro (sábado)
Horário: 10h às 18h
Local: Espaço Terra Mater (Rua Barão de Guaratiba 29, Glória)
Entrada: contribuição consciente
Co(s)micidades no Facebook: clique AQUI

“Festa Vortex”
Data: 15 de outubro (sábado)
Horário: a partir de 23h
Local:
Vizinha 123 (Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo)
Entrada: R$10,00
Garante sua entrada: AQUI
Festa Vortex no Facebook: clique AQUI

Campanha do Benfeitoria (crowdfunding): AQUI

Intensificadoras: Carolina Moraes e Eduarda Moura

Coletivo Transaberes