CO(S)MICIDADES: dia 15/10/16, sábado, de 10 às 18:00 (Rua Barão de Guaratiba, 29, Glória)

sábado, 15 de agosto de 2009

A TRADIÇÃO DO AGORA

Este texto faz parte do ciclo "Civilização em Transição"

Autores: Sergio Seixas e Lygia Franklin de Oliveira

De quantos quilos de história se faz um Homem? É possível resgatar o Ser debaixo dos escombros do passado? O pensamento fez de nossa cabeça uma “lan-house”; nossas emoções endividaram-nos de objetivos; as religiões protegeram-nos de Deus; a filosofia efeminou o Ato de vernizes narcisistas perante a miséria da condição humana; a política legitimou meninos de terno a serem “oficce-boys” de interesses econômicos; num mundo onde o lucro simboliza o gozo, o capital, este defunto histórico, recusa-se a sua cerimônia fúnebre; a psicologia, no redutível, prometeu liberar-nos da compactação das identificações, mas se deixou seduzir pelas próprias interpretações; as artes estetizaram o horror documentando-o, documentando-o... sem nada poder propor, pois seria piegas de mais para a sua chique contemporaneidade; a imagocracia fez de nossos cérebros, goma de mascar a serviço de um tempo escorrido no ralo das frustrações pessoais e a fronteira entre afeto e “business” carencial tornou-se tênue demais para a inteligência do homem adaptado.


O que nos resta senão o Presente? Quando não se tem mais tempo para uma reversão, só o Agora nos resgatará deste entulho apocalíptico. É necessário um martelo simbólico para craquelar o elmo mental e liberar o Instante da Experiência confinado em grossas crostas de cultura.


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