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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DE FRENTE A SI MESMO

novos paradigmas no estudo da mente ao fim do século XX


Antonio José de Meneses Gonçalves

RESUMO

Em poucas palavras, este trabalho questiona o homem no que seja talvez seu maior orgulho: sua racionalidade. A partir do estudo da mente, considerando a convergência interdisciplinar que marcou as últimas décadas, podemos afirmar que somos, sob o ponto de vista cognitivo, animais com peculiaridades que nos diferenciam ao permitir a emergência do que chamamos razão. Evoluídos para seres conscientes que usando a memória encaram o devir buscando semelhanças, e, portanto, diferenças, o que realmente somos?


Nessa, por assim dizer, busca de si mesmo, consideramos de particular interesse os enfoques oferecidos pela psicologia evolutiva, pelos projetos de inteligência artificial e pelos estudos da complexidade, que promoveram uma efetiva quebra de paradigmas no estudo da mente. Reconhecemos que resultados recentes oriundos de disciplinas diversas, como neurociência, psicologia e robótica, são convergentes para uma visão de mente como um processo complexo e auto-organizado, originado na evolução dos seres vivos e consolidado na experiência de vida de cada indivíduo. A rigor, teríamos uma mente que não existe pronta, persiste incessante, inexorável enquanto tal. Não apreensível e livre, mas presa a um cérebro limitado e perecível, nossa consciência joga com memórias, e é jogada, em um contínuo déja-vu. Somos como uma mania de nós mesmos.


Na luta pela sobrevivência, nossa irrefreável busca por permanência, ou procura do mesmo, é aliada de nossa cognição reconhecedora e classificadora. Vivemos da identificação do igual no diferente, do diferente no igual. Compartilhamos a categorização natural com os animais em geral (estudos recentes sugerem a capacidade aritmética de pintinhos com poucos dias de vida). Poderiam ser, nossas veneradas metafísica e lógica, nada mais que uma opção natural, espontânea, de seres em busca de permanência em um ambiente onde nada é permanente?


Há hoje fortes indícios de que podemos responder afirmativamente à questão anterior: nossa racionalidade é, acima de tudo, natural e contingente. E sugerimos que, dada a visão de mente corrente neste início de século, talvez possamos retomar velhas questões sob um novo olhar.


INTRODUÇÃO

O homem é racional por definição, e é enorme o valor da razão em nossa cultura. Em uma avaliação contemporânea, Pfeifer e Bongard observam que em nossas sociedades, sejam ocidentais ou orientais, é dado extraordinário valor à inteligência. Destacam o papel das escolas e universidades, que, “como templos construídos em honra dos deuses”, se dedicam a preservar e mesmo aumentar o nível de inteligência em nossas sociedades.


E acrescentam: “Você é muito inteligente!” é um dos maiores elogios que alguém pode dar ou receber.


A chamada revolução racional grega é reconhecida como o despertar do pensamento ocidental. Outras culturas da época tinham muito a oferecer, organizações sociais complexas, escrita, calendários, técnicas diversas, com certeza foram inúmeras as suas contribuições à revolução grega. Porém, a incontestável originalidade de questionamentos, acompanhada da formalização de métodos racionais e da lógica, tornaram a filosofia grega antiga a base da filosofia e da ciência que se seguiram. As reflexões originárias dos gregos são marcadas pelas questões da permanência na mudança e da categorização. Subjacente à formalização do pensamento lógico encontramos a premissa de objetos estáveis, determinados, qualificados e categorizados. Estão pressupostas a estabilidade e a permanência do mundo, entretanto, a instabilidade e a irregularidade marcam nossa experiência, são uma condição para a vida, e mesmo para o tempo e a consciência. Sentimos o tempo passar pela mudança das coisas, como por exemplo, enquanto lemos este texto.


Dessa contradição, originada na própria natureza de nossa relação com o mundo, “brotam os primeiros problemas do conhecimento, que projetados na sua generalidade, dão origem à questão fundamental e inicial da Filosofia, e geradora de todas as demais: a da uniformidade na multiplicidade e da permanência no fluxo.”


Ecos dessa questão originária permeiam a teoria do conhecimento, e se refletem ao fim do século XX nos limites encontrados pelos sistemas de inteligência artificial simbólicos ao simular o mental, que parece extrapolar o lógico.


Acredito que a concepção de mente como um processo complexo e auto-organizado, originado na evolução dos seres vivos, e naturalmente dedicado à categorização (identificação e diferenciação) traz implicações para a reflexão do homem contemporâneo. Há evidências de que nossos conceitos mais abstratos derivam da relação de esquemas sensório-motores memorizados de nossa experiência. Pode-se então levantar questões epistemológicas imediatas considerando que o caráter simbolizador e classificador nato de nossa cognição está imbricado com os primeiros problemas filosóficos, associados à definição da lógica clássica e da argumentação racional.


Indícios de associação intrínseca entre capacidades cognitivas sofisticadas e a experiência corporal são encontrados em trabalhos de psicologia, neurociência e também em estudos contemporâneos de inteligência artificial. Pesquisadores nesta área defendem que a cognição é emergente da interação entre sistema e ambiente, e admitem que as implicações da corporeidade levam a mudanças não apenas na forma como vemos a inteligência biológica e construímos sistemas artificiais, mas também na forma como vemos nós mesmos e o mundo a nossa volta.



DISCUSSÃO

Estima-se que a espécie humana sobrevive na Terra há pelo menos 150 mil anos, um período pequeno comparado com a duração de nossos ancestrais diretos, como o Homo Erectus, que viveu pelo menos um milhão de anos. Há mais de 10 mil anos a espécie humana ocupa os cinco continentes, desenvolvendo etnias e culturas diferenciadas onde se instala. Como se deu a evolução da racionalidade nessa espécie, que assim se destacou orgulhosamente das outras? Somente a partir dos anos de 1990, com a consolidação da psicologia evolucionista, podemos perceber a grande dimensão deste paradigma: “Apesar do reconhecimento da importância da teoria da evolução das espécies, até recentemente seus princípios e idéias não afetaram de forma significativa a psicologia."


A evolução do mental, pelo menos em seus requisitos básicos, é compartilhada por muitos animais. Observa-se que quase todas as áreas de lesão cerebral associados a um comprometimento significante da consciência central localizam-se perto da linha média do cérebro: "Essas estruturas são evolutivamente muito antigas, existem em inúmeras espécies não humanas e amadurecem logo no início do desenvolvimento humano individual.”


Estudos cognitivos em outras espécies são coerentes com a idéia de evolução do mental. Em experiências recentes, ratos apresentaram indícios de uma metacognição, ou seja, foram capazes de avaliar seu próprio estado cognitivo, tal como obtido anteriormente com chimpanzés. Na experiência, os ratos deveriam classificar um som como curto ou longo: “os ratos pareciam saber avaliar o próprio conhecimento sobre duração de sons e só arriscavam uma resposta quando sabiam que a chance de acertar era alta”.


Recentemente foram apresentados indícios de funções cognitivas "nobres" em primatas não humanos, como o senso de justiça. Na experiência os animais se recusaram a participar em tarefas cooperativas quando testemunhavam um semelhante obtendo uma melhor recompensa pela mesma tarefa.


Hauser (2008) sugere que o estudo de animais está começando a ter um papel decisivo nas ciências cognitivas e neurociências, justificado não mais por buscarmos limitações na cognição destes, mas por começarmos a vê-los como formas alternativas de cognição e "pensamento". E admite que tais estudos podem ser a chave para problemas encontrados no estudo da mente humana.


Lembrando experiências anteriores com primatas capazes de, com pouco ou nenhum treinamento numérico específico, fazer escolhas que requeriam contagem e soma, Rugani e outros (2009) sugerem a capacidade aritmética espontânea em pintinhos com menos de cinco dias de vida.


Mas para sermos capazes de aritmética, são antes necessárias capacidades cognitivas mais básicas, como o reconhecimento e a categorização. Estudos recentes concluem que o reconhecimento de padrões em séries temporais é inerente ao sistema cognitivo humano. Evidências comportamentais indicariam que a identificação de padrões é automática e compulsória: quando apresentadas a estímulos visuais alternados a direita e a esquerda crianças de dois meses de idade já antecipam o olhar na expectativa de continuidade de uma suposta seqüência. Evidências eletrofisiológicas, neuropsicológicas e de neuroimagem sugerem que o córtex pré-frontal é fundamental para a previsão de seqüências dinâmicas, como se o mesmo mantivesse atualizado a cada momento um modelo de padrão de eventos.


O papel dos mecanismos sensório-motores na formação de estruturas cognitivas básicas foi destacado por Varela e outros (1991), apoiados na "epistemologia genética" de Piaget: "o recém-nascido não é nem um objetivista nem um idealista; ele tem apenas sua própria atividade, e mesmo o ato mais simples de reconhecimento de um objeto pode ser compreendido apenas em termos de sua própria atividade."


As estruturas cognitivas surgiriam de padrões recorrentes ('reações circulares' nos termos de Piaget) de atividade sensório-motora.


A relação entre estruturas cognitivas e padrões sensório-motores encontra respaldo na neurociência com a identificação da funcionalidade dos chamados "neurônios espelho", no início dos anos 1990, que forneceram evidências fisiológicas do entrelaçamento entre a percepção da ação e a sua execução.


Desde então muito foi pesquisado sobre o assunto, e hoje há evidências de que a imaginação de uma ação e a própria ação compartilham o mesmo substrato neural, e mais, o mesmo substrato estaria envolvido no entendimento verbal da ação. Gallese e Lakoff (2005) sugerem que mecanismos sensório-motores categorizados, frutos de nossa interação no mundo, fariam o “aterramento” dos conceitos básicos dos quais derivarão nossos conceitos abstratos, e concluem que a linguagem faz uso das mesmas estruturas cerebrais usadas na percepção e na ação.


Quando procuramos em uma caixa de ferramentas, a cada ferramenta reconhecida corresponderá uma construção sensório-motora, associada ao manuseio da ferramenta identificada e categorizada inevitavelmente no momento do reconhecimento. De certa forma, cognitivamente tratamos o mundo como esta caixa de ferramentas, identificando e diferenciando vida a fora.


A categorização é uma das habilidades cognitivas mais básicas, acima da qual se constroem as de alto nível, incluindo o pensamento e a consciência. Uma habilidade elementar para qualquer ser vivo: "se não podemos distinguir entre alimento e não alimento, objetos e situações perigosas de seguras, (...) não iremos sobreviver por muito tempo." A partir de estudos contemporâneos em inteligência artificial, Pfeifer e Bongard defendem que não apenas o processo de categorização é "aterrado" no corpo, mas a cognição em geral, incluindo a solução de problemas e o raciocínio.


O pensamento tem sua origem em nosso corpo e é moldado por ele, de forma que podemos dizer que a corporeidade é um pré-requisito para a cognição de alto nível. A idéia de que a cognição tem bases motoras e atuacionais é reconhecida como um paradigma de crescente relevância. Conforme Pezzulo (2008): "Cognição é para fazer, não para pensar, e, em consequência, conceitos básicos da ciência cognitiva, como as representações, estão sendo redefinidos."


Gallese e Lakoff (2005) especulam que o pensamento racional não é algo inteiramente distinto do que os animais podem fazer, pois que usa os mesmos mecanismos sensório-motores que primatas não humanos usam em seu dia a dia.


Conceitos abstratos podem então ser vistos como metáforas de esquemas motores, ou seja, relações entre padrões plasticamente memorizados, e em, sua origem, “aterrados” em nossa experiência corporal. Essa visão relacional dos conceitos é compatível com a visão cognitivista de Hofstader, para quem, essencialmente, nossos conceitos são nada mais que agregados de analogias: "tudo que fazemos quando pensamos é mover fluentemente de conceito para conceito, saltar de um pacote de analogias a outro, saltos estes feitos também por conexão analógica."


Agregando conceitos recursivamente construímos um repertório gigantesco de novos conceitos na mente. O papel da analogia é também destacado por Varela e outros (1991), que, ao admitirem que os conceitos básicos são imaginativamente projetados em domínios cognitivos mais sofisticados, fazem a ressalva: "essas projeções não são arbitrárias, mas são realizadas através de procedimentos de mapeamento metafórico e metonímico que são, eles mesmos, motivados pelas estruturas da experiência corporal.”

Hofstader destaca o aspecto plástico do processo: "As categorias são essencialmente entidades fluidas; se adaptam aos estímulos entrantes e tentam se alinhar com eles. O processo de comparação entre categorias anteriores e coisas novas são atos de analogia por excelência."


A plasticidade, considerada uma marca dos processos cerebrais, é também característica de sistemas complexos auto-organizados. A abordagem segundo o paradigma da auto-organização foi decisiva para o estudo da mente ao fim do século XX. Conforme já admitia Henri Atlan em 1971: "Eis-nos, portanto, 'sistemas auto-organizadores', dotados de uma memória que, quando se manifesta (...) constitui nossa consciência, presença do passado; e dotados dessa faculdade de auto-organização que é nosso verdadeiro querer, isto é, aquilo que, sem que dele tenhamos consciência, em última instância, o que somos nós e nosso ambiente, determina o futuro."


A emergência de estados atratores (padrões recorrentes de equilíbrio dinâmico) e de estruturas fractais (padrões repetidos em escalas diversas) é possível em sistemas complexos. Estudos recentes associam o self (ou seja, a identidade de nossa experiência de nós mesmos) à manutenção de estados atratores em estruturas fractais: "assumimos a perspectiva do self como um sistema dinâmico, aberto e fractalmente estruturado".


É dado destaque ao caráter recursivo, ilustrado na relação entre mãe e filho: "Como incessantes ondas na praia, ao mesmo tempo similares e diferentes, mãe e filho estão envolvidos em paradoxais ciclos de realimentação (...) ao longo do tempo, estes ciclos moldam ambos, a criança e a mãe, pela construção de um repertório de memórias e experiência."



Construído na experienciação do meio e do outro, o sentido de si mesmo é fundamental para uma vida normal. Uma narrativa que levamos e que nos leva, esta historinha que não cessa em nossa mente não é contada para ninguém dentro de nossa cabeça, nós somos a historinha. “A história encerrada nas imagens da consciência central não é contada por um homúnculo esperto. Tampouco é contada pelo indivíduo considerado como um self, pois o self central só nasce quando a história é contada, dentro da própria história.”


Damásio conclui: "Você é a música enquanto ela dura.”


Conway enfatiza a interconectividade entre self e memória, vista como um banco de dados para a construção do primeiro. O então chamado working self é visto como um conjunto de metas e auto-imagens associadas. "A relação entre o working self e a memória de longo prazo é recíproca, na qual o conhecimento autobiográfico restringe o que o self é, foi e pode ser."


A preservação do self requer a manutenção da coerência entre metas, processo que envolveria a modulação da construção de memórias específicas, determinando seu grau de acessabilidade. A seleção de memórias seria orientada por um princípio conservacionista, tendendo a resistir à mudança de metas. Neste sentido, podemos ser vistos como a persistência de um ideal que criamos para nós mesmos, uma mania constantemente reafirmada. Conway observa que mesmo a conclusão de uma meta tem consequências sobre outras, e que, durante uma troca de metas, "o self pode tornar-se vulnerável e menos capacitado a atuar efetivamente no mundo".


Talvez isso explique a falta de rumo comum que sentimos quando concluímos uma tarefa que requereu muito de nós.


Nossa atuação em um mundo em transformação exige capacidade antecipatória, considerada pelos cientistas cognitivos como um requisito para a vida mental autônoma. Pezzulo (2008) sugere que os humanos exploram a antecipação com uma flexibilidade sem precedentes, concebendo não apenas o mundo imediatamente perceptível, mas também outros mundos imaginários, de forma a construir representações cada vez mais complexas e nelas atuar. Capacidades antecipatórias nos permitem imaginar, raciocinar, planejar e agir orientados a objetivos, assim como construir mundos ilusórios, sonhar e alucinar.



CONCLUSÃO

Considerando o caráter evolucionário da mente, sua origem na experiência do mundo pelo homem e sua coevolução sócio-cultural, podemos vislumbrar a naturalidade de nosso conhecimento e a contingência de nossa racionalidade. Somos memória em ação no mundo, máquinas biológicas de fabricar sentido. “A digestão do aleatório e sua exibição como memória levam às atividades mais elaboradas da consciência (…) É assim que se alimenta a organização psíquica, criando e desfazendo patterns de referência que, a cada instante, determinam o novo pattern que se trata de reconhecer e ao qual se trata de reagir.”


Somos uma persistência no mundo, uma narrativa sobre nossas lembranças voltada para o futuro. Orientados para a sobrevivência e a adaptação, alcançamos coisas incríveis, de uma variedade de deuses a uma variedade de bombas. Alcançado extraordinário conhecimento em poucos séculos, do domínio dos meandros da matéria à programação genética de suas crias, pode o homem questionar sua razão? Como questionar a racionalidade se escrevo na forma que Aristóteles ensinou? Talvez não seja o caso de um questionamento, mas o de um outro olhar sobre a veneração que dedicamos à racionalidade.


REFERÊNCIAS

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NOTAS

Pfeifer e Bongard (2007) p11

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Foote e Crystal (2007)

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Rugani, R., Fontanari, L., Simoni, E., Regolin, L. e Vallortigara, G. (2009)

Huettel e outros (2002)

Varela e outros ( ) p179

Jackson & Decety (2004) p259

Gallese e Lakoff (2005) p19

Pfeifer and Bongard (2007) p3

Pezzulo (2008) p181

Gallese e Lakoff (2005) p19

Hofstadter (2001)

Varela e outros ( ) [p181

Hofstadter (2001)

Atlan (1979) p119

Bruzzo e Vimal (2007) p557

Bruzzo e Vimal (2007) p558

Damásio (1999) p246

Conway, M.A. (2005) p594

Conway, M.A. (2005) p597

Pezzulo (2008) p214

Atlan (1979) p121


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