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sábado, 12 de dezembro de 2009

Tratado da Inconstância

uma receita anarco-afetiva

Nelson Job



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Asia Carrera


Onde você me estereotipar, lá eu me transformarei. Ou talvez em outro lugar. Melhor ainda: se me dão a opção de “ou alguma coisa... ou outra”, é-me dada, nesse exato momento, toda a oportunidade de criar terceiras, quartas e infinitas opções. Dói-me o ouvido. Me empurram para o médico? Ao invéns de me permitir que o médico molde o meu ouvido à sua imagem e semelhança - o ouvido que não pode e não deve ouvir o sussurro do cosmos – prefiro, então, vomitar estas linhas e fazer o ouvido parar de doer e começar a cantar! Tome menos remédio e deixe a dor do corpo te “desertar para outra sina do existir”, como diria Guimarães Rosa. Alerto-me de vários outros fascismos: “é proibido fumar!”, se não fumo, devo odiar quem fuma? Fume-se, ora! “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é”: fascismo tipicamente brasileiro. Ainda BEN, Jorge Ben inventou o samba-rock (e um outro Brasil!), misturou com o hermetismo e os alquimistas (sonoros não-puristas) estão chegando... “Isto não é coisa de deus!”: fascismo tipicamente jesuíta. Prefiro Spinoza: se não é de Deus, não existe. Dizem que Jesus morreu na cruz pra me salvar. O que me salvou foi a trepada de Jesus com Maria Madalena. Berro isso antes que o câncer que separa o sagrado do profano e o amor do sexo me consuma também. Melhor a gargalhada que vem da tripa neo-pagã que o hipócrita riso jesuíta. O amor domesticado de Hollywood e da novela das 8 (ou 9?) é fruto do jesuitismo. Prefiro a trepada de Asia Carrera. Sim, atriz pornô, que diferente da “pura sacanagem”, beija e abraça carinhosamente, com alegria, seus cônjuges. Não que ela elimine a sacanagem: muito melhor: Carrera sacaneia a sacanagem! Não é à toa que o QI de Asia é 155, ou seja, ela é o único membro da pornografia que tem QI elevadíssimo. Levar o amor onde ele já não mais deveria existir: subversão anarco-afetiva! Também levo em conta o sorriso suave de Mônica Mattos. A suavidade em meio à orgia. Refunda-se Dioniso com leveza. E deixem as crianças se divertirem, por favor! Elas não têm que comprar a angústia moral de pais sem paternidade, elas não tem que se preocupar com vestibular tão cedo: ao invés de Ritalina para as crianças (melhor seria RITA LEE NA criança), quem sabe, “cocaína” (na ausência de real liberdade e arte) para pais e professores.

2 comentários:

Carol Grether disse...

Nem precisava recomendar que a leitura fosse com a tripa!!
Vc não nos deixou saída rs.
Muitoooo legal! Adorei! Belo texto, linda imagem..
p.s..>> a melhor : Rita Lee nas crianças!! hehe
beijos

pin up disse...

Nelson,

sensacional! A Rita Lee nas crianças pode ser a saída.. para a total loucura. Veja o meu caso, por exemplo. Quando eu tinha 5 anos odiava a xuxa e era fã de Rita Lee, tinha todos os discos.. deu no que deu. rsrs
citando o poeta anárquico por natureza Manoel de Barros:
"Bugre só pega por desvios,não anda em estradas-
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros. Há apenas que saber errar bem o seu idioma"
bj
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