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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mônada (verbete)

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El Greco

Conceito originado nos pitagóricos, emergindo da relação entre cosmogonia e geometria. Foi desenvolvido por inúmeros filósofos, como os neoplatônicos; presente também no hermetismo e sistematizado no séc. XVII por Leibniz. A mônada (de “Mono”: um) é um espelho vivo e perpétuo do universo, indivisível. O que acontece com uma mônada, o universo inteiro se ressente. Gera o perspectivismo, onde cada ato de olhar gera um mundo. Gabriel Tarde, ao final do séc. XIX, vai desenvolver o conceito afirmando que as mônadas são abertas e formam sociedades. Deleuze, na segunda metade do séc. XX, vai articular as mônadas com os fractais da Teoria do Caos, somando os conceitos de Leibniz e Tarde: as mônadas teriam dois andares, como uma casa barroca – o de cima fechado e o de baixo aberto. O conceito vai ser importante também para a filosofia orgânica de Whitehead. O médico Stuart Hameroff vai se utilizar do conceito de mônada ao equivaler com a ocasião atual de Whitehead e redução objetiva: versão do colapso de onda da física quântica que Roger Penrose desenvolve em seus livros sobre consciência quântica, a partir da gravidade quântica.

Textos no Cosmos e Consciência:


Devires – pensar o impensável entre a filosofia e a diferença


Fractais quânticos monádicos


Ontologia Onírica: hermetismo, diferença e ciência em Philip K. Dick

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