CO(S)MICIDADES: dia 15/10/16, sábado, de 10 às 18:00 (Rua Barão de Guaratiba, 29, Glória)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Colóquio Deleuze & Guattari: filosofia prática

Deleuze & Guattari e a Mecânica Quântica



Segue resumo de minha apresentação no Colóquio Deleuze & Guattari, que será no Palácio Capanema MinC, Rio de Janeiro nos dias 30 de agosto a 2 de setembro. Minha apresentação será dia 02 de setembro, sexta, às 16:00 no Auditório Gilberto Freyre. Na mesa estarão também Luiz Alberto Oliveira, Tatiana Roque e  Diego Viana. Para maiores detalhes, o link do Colóquio: 



Resumo: Deleuze & Guattari e a Mecânica Quântica




Na obra de Deleuze e Guattari, foram inúmeros os atravessamentos com a ciência: biologia, química, matemática e, na física, a Teoria do Caos ganhou espaço relevante, evidenciado por Manuel DeLanda. A Mecânica Quântica (MQ), obteve uma participação tímida, apesar de ser importante e possuir uma profunda ressonância com a Filosofia da Diferença. Investigaremos essas ressonâncias, como as relações que Heinseberg fazia com o fogo em Heráclito em toda a MQ e Schrödinger, que a articulava com Spinoza. Merleau-Ponty afirmava que a MQ é bergsoniana e Prigogine e Stengers diziam que ela constrói a ponte entre a ciência do ser e o mundo do devir. Existem inúmeras interpretações da MQ, algumas são “sérias candidatas” a se “adequarem” mais ao pensamento de Deleuze e Guattari, como a onda-piloto de De Broglie e Bohn, a MQ Transacional e até a Teoria Quântica de Campos, que segundo Plotnitsky, relaciona-se com o conceito de virtual. Gostaríamos somar ao debate as ressonâncias do modelo de consciência quântica de Penrose e Hameroff, pois o segundo já estabelece pontes entre essa interessante especulação com Spinoza, Leibniz e Whitehead. Se Deleuze e Guattari conceituam as caóides (filosofia, ciência e arte) articuladas pelo cérebro, Penrose, por sua vez, afirma que este relaciona os mundos das idéias, mental e físico, necessitando para desenvolver este modelo, que a hipótese de uma gravidade quântica adquira consistência. Cultivando essas ressonâncias, a Filosofia da Diferença pode ser extremamente produtiva para, atravessando a física em tempos de busca de uma “unificação”, componha saberes ampliando a compreensão do cosmos.



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