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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Animismo Vivo

Os Devires da Vida
Nelson Job

“Colocava tudo em meu próprio lugar, senti como se tudo tivesse consciência, que tudo tinha vida, que tudo o que pensava inanimado, de fato eram seres mais lentos e que tudo o que era invisível eram seres mais rápidos. Cada consciência tinha uma velocidade diferente. Quando nossas velocidades coincidiam, os contatos enriquecedores aconteciam.”
“A Dança da Realidade” Alejandro Jodorowsky

“Na molécula e no átomo... Resume
A espiritualidade da matéria”
“Eu” Augusto dos Anjos

“- E as palavras, têm vida?
- Palavras para eles têm carne aflição pentelhos – e a cor do êxtase.”
“O Guardador de Águas” Manoel de Barros

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Monstro do Pântano

O animismo é o conceito mais bem guardado do pensamento. Muitos o utilizam, mas não o assumem. Outros, o camuflam. Vamos agora escancarar o animismo no pensamento e onde mais puder. Que os zumbis se animem! (ver "A Guerra das Realidades")

“O animismo pode ser definido como uma ontologia que postula o caráter social das relações entre séries humana e não-humana: o intervalo entre natureza e sociedade é ele próprio social.” Assim é definido o animismo - em uma crítica a nossa sociedade “desanimista” - pelo antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (2002), em sua teoria antropológica do perspectivismo, ou seja, o animismo sendo uma sociedade relações cósmicas, bem ao gosto da sociologia monadológica de Gabriel Tarde (2003), sociedade essa que pode ser composta por átomos, células, países, planetas... e humanos.

O animismo está longe de ser privilégio de sociedades indígenas. O Taoísmo, em que não há separação de consciência e mundo, também pode ser considerado animista, apesar desse termo não aparecer explicitamente, mas podemos notar nos textos de Lao Tsé – ou Laozi (2007) -: “O Homem Santo sendo entranhas, não olhos, afasta o ali e agarra o aqui” e “Como eu sei a forma de tudo surgir? Pelo aqui”.

Mas foi dito “consciência” e não vida. Sim. Como algo pode ser consciente e não ter vida? Creio que não possa. Sendo assim, estou equivalendo aqui mente e vida.

Passando pelos indígenas e pelos orientais, podemos agora falar da Grécia Antiga (se começássemos por ela, sucumbiríamos ao clichê). Para Michel J. White (2006) os Estóicos apreendem o cosmos como um ser vivente e o fogo que o anima é imanente ao próprio cosmos.

Para o egípcio Plotino (2002): “Pelo poder da Alma, o múltiplo e o diversificado sistema celeste é uma unidade; devido à Alma, este mundo é um deus; e o Sol é um deus por ser dotado de alma, bem como os outros astros.” Esta idéia vai estar muito presente no Hermetismo. No famoso texto “Pymander” atribuído a Hermes Trismegisto (WESTCOTT – 2003), temos o seguinte diálogo entre Tat e seu pai, Hermes: “TAT. O que, então, é a operação da Vida? Não é o Movimento? HERM. E o que é imóvel no Mundo? Nada, ó Filho”. Tal concepção faz parte do que foi entendido como o Princípio do Mentalismo no Hermetismo (lembrando que considero-o um "princípio de animismo"), em que tudo é mente e a matéria seria força mental coagulada. É relevante salientar que vida, no pensamento hermético, é relacionada com o movimento. Outro autor que mantém essas influências é o “herético” Giordano Bruno (2008): “Ainda que nem todos os corpos compostos sejam animais, há no entanto que considerá-los a todos animados, se bem que não relevando todos de um tipo de atividade, por causa das múltiplas disposições da matéria e do objeto das idéias”. Um dos desdobramentos do Hermetismo foi a Alquimia, e os alquimistas acreditavam que os metais não eram substâncias inanimadas, mas que vivem, evoluem, crescem e se reproduzem (HUTIN-1979). (ver "Hermetismo em Aberto")

Spinoza (2008), que sofreu influência dos Estóicos e do Hermetismo, propôs a equivalência entre substância, Deus e mente trazendo a imanência definitivamente para a história do pensamento. Na segunda Ética, justamente chamada “A Natureza e a Origem da Mente”, ele diz: “tudo o que mostramos até agora é absolutamente geral e se aplica tanto aos homens quanto aos outros indivíduos, os quais, ainda que em graus variados, são, entretanto, todos animados”. Seu contemporâneo, Leibniz (2000), afirmava que as mônadas são espelhos vivos e perpétuos do universo, e que estas eram enteléquias, ou seja, passíveis de percepção. Ele escrevia que o interior da matéria era “substância imaterial, que raciocina”, sendo um precursor do protopanpsiquismo. Leibniz não dizia de uma universalidade, mas de uma ubiqüidade do vivente, “nem tudo é peixe, mas há peixes por toda parte” (DELEUZE-2000).

Um grande tratado filosófico entre "devir e vida" é “A Evolução Criadora” de Henri Bergson (2005). A partir de uma articulação entre Lamarck e Darwin e indo além, Bergson cria o conceito de impulso vital afirmando que a vida é um fluxo incessante, em que o vegetal, que consegue alimento sem se mover, não precisa, então, do sistema nervoso, necessário ao animal que precisa deslocar e sentir os obstáculos, o alimento etc. É uma visão da vida anti-aristotélica e que, mais uma vez, articula vida com, sobretudo, movimento. Ele ainda diz que a consciência é voltada para os inanimados e a intuição, para os vivos e que é muito importante que a humanidade desenvolva mais a intuição. O contemporâneo Whitehead (1978) propõe em sua filosofia orgânica (derivada da monadologia de Leibniz) o conceito de mente ontologicamente existindo no universo, um protopanpsiquismo. Whitehead propõe o que ele chama de relacionalidade (dos objetos), ou seja, um relacionalismo em que tudo é composto por relações.

O físico quântico Erwin Schrödinger (1977) em seu clássico “O que é vida?”, acredita que nos processos biológicos há comportamento quântico e diz que a vida é uma contrariedade à entropia do universo, pois em seu funcionamento é da ordem da organização. Ele - que também leva em conta Lamarck articulado com o darwinismo - chega a colocar que concorda com os escritos hindus Upanixades, acreditando em uma mente única. Décadas depois, o físico Roger Penrose (1997), leitor assíduo de Schrödinger , vai desenvolver a idéia de articular biologia e MQ, criando um modelo de consciência quântica no cérebro, cujo modelo, seu colega Shimony acrescentaria, com a concordância de Penrose, a ontologia mental protopanpsiquista de Whitehead citada acima. (ver “Diferenças Emaranhadas")

Jacques Monod (1971), relacionando acaso e necessidade nos processos biológicos, problematiza a separação entre a natural e o artificial pela ciência moderna, relacionando pedras e cristais; abelhas e colméias. Propõe o fim da velha aliança animista entre homem e natureza, dizendo que tal aliança constrage o homem fazendo este horrorizar-se com "certos traços de sua condição animal". Monod propõe uma ética do conhecimento que permitiria o homem assumir essa sua herança com a natureza, mas dominando-a quando necessário e conclama a uma nova aliança, que batiza o livro de Prigogine e Stengers (1984), onde eles afirmavam que a tal nova aliança é a junção de natureza e cultura em processo de devir.

Desdobrando a partir da obra de Prigogine e Stengers, quando se junta natureza e cultura, as conseqüências para o pensamento e para a ontologia são drásticas; (e necessárias!); o animismo - embora transformado e radicalmente transdiciplinar - é um deles, pois a naturezacultura, ou Coletivo (como prefere Bruno Latour [1994]) com sua imanência (natureza e cultura imanentes uma à outra) transtorna as dualidades, inclusive a de vivente e não-vivente. Poderíamos dizer que se Monod "decreta" o fim do animismo antigo, o que propomos aqui seria um "neoanimismo". Poderíamos pensar assim também, mas acredito que o animismo que lidamos aqui não é contraditório ao animismo "primitivo", porém, ele é mais complexo devido aos avanços filosóficos-científicos ao longo dos séculos. Assim como Spinoza considera que o mental se torna mais e mais complexo em organismos "superiores", se isso acontece ontologicamente, acontece também "epistemologicamente", visto que problematizamos as dualidades aqui e sendo assim, o aumento de complexidade do animismo se estende na história tanto ontológico como "epistemologicamente", compondo o que é chamado de "ontologia plana" em Delanda (2004), ou seja, uma ontologia e epistemologia imanentes, sem transcendência - daí sua topologia "plana". (ver "Devires")

François Jacob, ganhador do Nobel junto com Monod, (2001) nos lembra que Geoffroy Saint-Hillaire concebia a natureza não como agindo em planos diferentes para, por exemplo, invertebrados e vertebrados, mas em um plano único, geral; eliminando a taxonomia e incluindo as relações de força na biologia. Jacob acrescenta que a termodinâmica de Helmholtz aproximou a biologia da física e da química, pois a matéria bruta e os seres vivos são compostos pelos mesmos elementos. Ele ainda cria o conceito de íntegron. Espécie de mônada aplicada à biologia, o íntegron se organiza com íntegrons de ordem superiores engendrando uma cadeia permitindo que elementos inorgânicos devidamente organizados gerarem orgânicos: “os seres vivos se formam pela reunião espontânea dos componentes”. Os íntegrons chegam a compor hierarquias que constituem o Estado e códigos culturais, semelhante ao que sugere Gabriel Tarde em sua sociologia monadológica .

Cabe, a partir da questão do íntegron, questionar essa busca infrutífera pelo “ponto zero” da vida. Ora, se o não-vivente “gerou” o vivente, qual a diferença? Como pode se estabelecer um critério consistente do que é e não é “vivo”? Cada porção de chamado não-vivente pode, a qualquer momento, gerar o dinamismo necessário para compor o a alcunha de vivo. Porém, no nível quântico da matéria, sabemos que há um dinamismo impensável para o nível macro. Então, porque o dinamismo quântico não é considerado “vivo”? São critérios arbitrários dualistas que impedem o pensamento (logo, a vida) de desdobrar.

Gilbert Simondon (2007) vai trazer importantes novos aspectos para pensar as relações entre "devir e vida". Segundo ele, na transdução, o indivíduo em estado pré-individual engendra forças compondo uma individuação nem a priori e nem a posteriori, mas processual, invertando a tradição biológica, além de afirmar que a individuação já evidencia, simultaneamente, o indivíduo e o seu meio, em ressonância interna em ordens diferentes, com um sistema em um processo em que o indivíduo é uma etapa (os herméticos diriam: coágulo) e não um "fim em si". Substituindo "forma" por informação, Simondon afirma que não nos é possível "conhecer" a inviduação, mas apenas individuar.

O paleontólogo neo-darwinista Stephen Jay Gould (2001) retira a idéia de “progresso” no evolucionismo dizendo que a complexidade dos seres vivos é alcançada aleatoriamente e não teleologicamente, além de afirmar que o ser vivo mais adaptado não é o homem, mas a bactéria (!!!) porque ela sobrevive dentro de vulcões e até na Lua!

Tudo muda na ciência com o advento da Hipótese Gaia. Lynn Margulis (1998) diz que, se acreditamos que somos organismos superiores, temos delírios de grandeza, pois todo o planeta é simbiose, somos um conjunto de relações de seres vivos maiores com outros menores, incluindo os unicelulares. Essa Gaia “vista de fora” envolve um conceito “fraco”. A Hipótese Gaia fraca de Margulis é que a biosfera, em suas relações, engendra a continuidade da vida. Já o seu colega James Lovelock (1991), acredita em uma Gaia “forte”, em que o mito grego faz bem mais sentido: o planeta Terra é um ser vivo, que realiza processos de auto-organização para a manutenção da vida. Lovelock analisou, entre outros fatos, a característica do planeta Terra ter um nível muito mais estável do gás metano em sua atmosfera, comparado a outros planetas. Tal estabilidade do metano, gás muito volátil e geralmente muito instável, permite a continuidade da vida na Terra, caso contrário, níveis de metano nos seriam fatais. Essa versão animista de Gaia nos agrada, pois a auto-regulação de florestas, por exemplo, envolve se utilizar ventos e trovões para gerar incêndios que dizimam parte da vegetação que alimenta uma praga qualquer. Eliminando a praga, a floresta retorna ao equilíbrio. Ora, ventos e trovões se animizam neste processo.

Já Gregory Bateson (1987) afirma que mente é relação, “uma sequência de interação entre partes”, mas o telescópio, por exemplo, não é consciente, faz parte de um agenciamento de consciência com o observador. Bateson é outro autor que também se alia a algumas idéias de Lamarck.

Mais audacioso é Rupert Sheldrake (1991) que propõe trocar o humanismo pelo animismo, baseado em sua teoria de campos morfogenéticos (“a influência de semelhante sobre o semelhante através do espaço e do tempo”) aplicada a natureza como um todo relacional e dinâmico. Sheldrake é totalmente adepto a Hipótese Gaia forte de Lovelock, como é fácil de presumir. O emaranhamento quântico, oriundo da Mecânica Quântica, dá alguma consistência para a teoria de campos morfogenéticos.

O golpe mais forte na hegemonia darwiniana foi dado por Eva Jablonka e Marion Lamb (2010). Através da epigenética (características estáveis dos organismo que não envolvem mudança no DNA), as autoras recuperam aspectos do lamarckismo (sempre articulado a Darwin) - incluindo também a transmissão de informação através do comportamento e a troca de símbolos como sistemas de hereditariedade, que seria mais ampla que os genes - pois, para elas, algumas informações adquiridas são herdadas, além de mudanças evolutivas poderem resultar de instrução, assim como de seleção. A autoras concordam com a Hipótese Gaia, não através da reprodução (porque Gaia não se reproduz), mas em seu aspecto de definição metabólica (dinâmica de fluxo de energia) da vida.

Deleuze e Guattari (1992), munidos de conceitos dos Estóicos, Plotino, Spinoza, Leibniz, Bergson, Jacob, Simondon e Bateson vão propor um audacioso conceito de vida inorgânica: “nem todo organismo é cerebrado, e nem toda vida é orgânica, mas há em toda parte forças que constituem microcérebros, ou uma vida inorgânica das coisas”. O conceito de máquina abstrata de ambos, é utilizado por Manuel Delanda (1991) afirmando que o conceito borra a distinção de vida orgânica e inorgânica. Desenvolvendo essa idéia, O filósofo afirma que o nosso “chauvinismo orgânico” subestima os processos de auto-organização de outras esferas chegando a dizer que o planeta Terra é um exemplo de Corpo sem Órgãos no sentido que ele é um coágulo de plasma cósmico (DELANDA-1997).

A recente descoberta da NASA de que existe vida na Terra baseada em arsênico (QUILLFELDT-2011), não nos surpreende, tendo tudo isso que discutimos aqui em vista. A vida não surge de algo, a vida está em tudo que existe. Se em tudo possuem relações, e as relações são movimentos e movimento - logo devir - é vida, então o cosmos é inconstante movimento vital.

"Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas" Apichatpong Weerasethaku

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