CO(S)MICIDADES: dia 15/10/16, sábado, de 10 às 18:00 (Rua Barão de Guaratiba, 29, Glória)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Inextopia










Venho eliminando o estatuto do impossível. As imposições atuais do mundo são apenas lembranças pra que eu repare nos deslumbramentos em devir, quando os ventos, as folhas, as luminações se unem pra me conjugar com o cosmos. Como é difícil não ser nem Homem nem Mulher neste corpo que se lembra dos desejos acostumados. Digo a Ela que com isso fico mais amoroso, ainda que extenuado. Vi aquela criança que olha pra mim e sorri com o canto da face, fazendo simultaneidades com atratores estranhos trans-espaciais e desconfio que ela é minha filha, que nunca nasceu. Toda noite sonho novas realidades, e o despertar é a escolha às vezes cansada que o dia é pura invenção, ainda que cravejada de convenções. Pena que a toda hora se escolhe esquecer disso... Meu (?) inexterior percorre o mundo convidando-O pra Festa da Acontecência. Todos somos convidados por aquele soslaio de liberdade, mas a preguiça tende a miopizar a efetivação do convite. Componho uma canção com um jeito meio atonal pra ser o Hino, até semana que vem, mas esse futuro não me interessa mais. Dou as mãos para os mortos, que ensinam como Ninguém a viver. Junto as sílabas gargalhadas na praça e faço delas meu oráculo, e ele me avisa que quase agorinha não tem mais continuidade, aquele velho demônio almejado pelos tostados!


Abdiquei de qualquer filiação, só pra amar mais ainda um Pai e Uma mãe, gaias que escorrem por aí. Aquela história que tem seu meio no cinema e sua continuação no outdoor, acabou na realidade (tem gente que viveu mas fingiu morrê-la). Ontem, naquela conferência de Deuses e deuses, os últimos ganharam a eleição, declararam estado de transcendência a posteriori não-retroativa. Os Deuses não entenderam e começaram seu processo de não-existência plena. Alguém te disse que era uma operação nova, ainda em fase de legitimação, lembra?Lembro, sim. Mas aí, vem um desreal incomensuráv§