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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Livro "Ontologia Onírica"




"Job estabelece através na sua Ontologia Onírica os limites da crítica pós-moderna”. - Luiz Pinguelli Rosa, físico e Diretor da COPPE/UFRJ)

"Nelson Job nos leva a um outro olhar sobre esses saberes tortuosos e perigosos, esses saberes que possuem paixão que, como me disse o filósofo – antes de mergulhar no pântano de suas certezas - é aquilo que torna grande o poeta, o filósofo, o verdadeiro cientista”.  – Mário Novello, professor emérito e fundador do Instituto de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (ICRA/CBPF).

Definir uma nova teoria dos sonhos é o foco do autor em seu livro de estreia: Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: A Ontologia Onírica (Editora Cassará). Doutor e pós-doutorando em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia/UFRJ, psicólogo e professor, Nelson Job conecta o Hermetismo, a Filosofia da Diferença e a Ciência Moderna (Mecânica Quântica, Teoria do Caos, Cosmologia e algumas teorias especulativas) e os faz atravessar pela arte para dar consistência a um novo conceito, à sua Ontologia Onírica.  



O autor percorre conhecimentos sobre o sonho de “amigos atemporais na dura luta contra o clichê”, como Bergson, Deleuze, Guattari, Spinoza, Leibniz, Jung, Plotino mas também Kafka, Borges e, principalmente, Philip K. Dick (“é dele provavelmente a mais fina reflexão acerca da realidade”). Isto porque, para Job, magia e arte são as primeiras versões da almejada assimilação dos sonhos. “Procuro uma relação entre real e imaginário que seja ontológica, que exista de fato, não uma provocação literária; uma literatura cuja ficção não seja entendida como mentira ou não realidade, mas como extensão da realidade”.



A investigação resulta, por exemplo, numa nova interpretação de Os Sertões de Euclides da Cunha, que articula todos os níveis do romance: geológico (sertão) biológico (os indivíduos da região), subjetivo (a figura de Antônio Conselheiro e a relação que estabeleceu com seus seguidores) e histórico (a Guerra de Canudos). A obra ganha uma análise de composição de natureza transdisciplinar.

A partir dos conceitos de Deleuze sobre o cinema (imagem tempo e imagem em movimento), Job cria também o conceito de imagem intensivo para definir filmes com aspectos autorais e de entretenimento e que são bons exemplos de Ontologia Onírica, como “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, de Charlie Kaufman, e “A origem”, de Christopher Nolan. “Nesses filmes o mundo dos sonhos é absolutamente real, uma realidade que não é da vigília, mas que influencia a vigília e é uma extensão dela”.

DOS PRIMÓRDIOS DA MAGIA À NOVA TEORIA DOS SONHOS

Na primeira parte do livro (Vortex Dorme), Job trata dos primórdios da magia, o conceito em sua vertente egípcio-babilônica e seu desdobramento na ciência renascentista; estuda a Filosofia da Diferença, cunhada por Gilles Deleuze, “a corrente mais adequada por servir de ‘diplomata’, facilitadora de trocas e permutas, e permitir o atravessamento destes saberes e de novos conceitos”; e busca entender a hipótese da consciência quântica, “importante vetor a se considerar no estudo da interface entre os fenômenos físicos e mentais”.

Em Vortex Sonha, vai ao encontro da Mecânica Quântica, da meditação, da biologia, das artes e da clínica. E aborda o onirismo a partir do ponto de vista de “amigos atemporais na dura luta contra o clichê”: Bergson, Deleuze, Guattari, Spinoza, Leibniz, Guimarães Rosa, Bernardo Carvalho, Glauber Rocha, Jung. 

E na terceira e última parte, Vortex Desperta, Job percorre alguns dos conhecimentos acerca do sonho, para em seguida dar um passo além e consistente para uma ontologia onírica, uma nova teoria dos sonhos, retirando-os do domínio representacional que a psicologia do século XX relegou-os.

“O sentido a vida é criar sentidos para ela, não podemos estabelecer um sentido pré-definido para o sonho. A partir de uma conceituação consistente, o convite da Ontologia Onírica é que cultivemos as imagens oníricas para expandir nossas experiências no dia a dia; não precisamos de aditivos químicos para isso, mas de uma nova ontologia, de um novo estatuto do ser. O mal estar contemporâneo é consequência da ditadura de uma certa realidade”, afirma Job. 

. Leia trecho do livro clicando AQUI

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Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: 

A ONTOLOGIA ONÍRICA 

|Editora Cassará          |Formato: 16x23cm       |Págs: 256         |Preço: 35,00 


Comprar- encomende pela Editora Cassará: cassara@cassara.com,br




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Um comentário:

Luz13 disse...

Gostei muito do blog. Vocês conhecem Aline, da Cidade das Pirâmides, que em seu programa De Olho No Mundo(www.deolhonomundo.com) analisa a essência humana, o mundo, astrologia, fenômenos ocultos..., em sua plenitude. Tenho certeza que vocês gostarão. Abraços.