CO(S)MICIDADES: dia 15/10/16, sábado, de 10 às 18:00 (Rua Barão de Guaratiba, 29, Glória)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Livro "Ontologia Onírica"




"Job estabelece através na sua Ontologia Onírica os limites da crítica pós-moderna”. - Luiz Pinguelli Rosa, físico e Diretor da COPPE/UFRJ)

"Nelson Job nos leva a um outro olhar sobre esses saberes tortuosos e perigosos, esses saberes que possuem paixão que, como me disse o filósofo – antes de mergulhar no pântano de suas certezas - é aquilo que torna grande o poeta, o filósofo, o verdadeiro cientista”.  – Mário Novello, professor emérito e fundador do Instituto de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (ICRA/CBPF).

Definir uma nova teoria dos sonhos é o foco do autor em seu livro de estreia: Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: A Ontologia Onírica (Editora Cassará). Doutor e pós-doutorando em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia/UFRJ, psicólogo e professor, Nelson Job conecta o Hermetismo, a Filosofia da Diferença e a Ciência Moderna (Mecânica Quântica, Teoria do Caos, Cosmologia e algumas teorias especulativas) e os faz atravessar pela arte para dar consistência a um novo conceito, à sua Ontologia Onírica.  



O autor percorre conhecimentos sobre o sonho de “amigos atemporais na dura luta contra o clichê”, como Bergson, Deleuze, Guattari, Spinoza, Leibniz, Jung, Plotino mas também Kafka, Borges e, principalmente, Philip K. Dick (“é dele provavelmente a mais fina reflexão acerca da realidade”). Isto porque, para Job, magia e arte são as primeiras versões da almejada assimilação dos sonhos. “Procuro uma relação entre real e imaginário que seja ontológica, que exista de fato, não uma provocação literária; uma literatura cuja ficção não seja entendida como mentira ou não realidade, mas como extensão da realidade”.



A investigação resulta, por exemplo, numa nova interpretação de Os Sertões de Euclides da Cunha, que articula todos os níveis do romance: geológico (sertão) biológico (os indivíduos da região), subjetivo (a figura de Antônio Conselheiro e a relação que estabeleceu com seus seguidores) e histórico (a Guerra de Canudos). A obra ganha uma análise de composição de natureza transdisciplinar.

A partir dos conceitos de Deleuze sobre o cinema (imagem tempo e imagem em movimento), Job cria também o conceito de imagem intensivo para definir filmes com aspectos autorais e de entretenimento e que são bons exemplos de Ontologia Onírica, como “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, de Charlie Kaufman, e “A origem”, de Christopher Nolan. “Nesses filmes o mundo dos sonhos é absolutamente real, uma realidade que não é da vigília, mas que influencia a vigília e é uma extensão dela”.

DOS PRIMÓRDIOS DA MAGIA À NOVA TEORIA DOS SONHOS

Na primeira parte do livro (Vortex Dorme), Job trata dos primórdios da magia, o conceito em sua vertente egípcio-babilônica e seu desdobramento na ciência renascentista; estuda a Filosofia da Diferença, cunhada por Gilles Deleuze, “a corrente mais adequada por servir de ‘diplomata’, facilitadora de trocas e permutas, e permitir o atravessamento destes saberes e de novos conceitos”; e busca entender a hipótese da consciência quântica, “importante vetor a se considerar no estudo da interface entre os fenômenos físicos e mentais”.

Em Vortex Sonha, vai ao encontro da Mecânica Quântica, da meditação, da biologia, das artes e da clínica. E aborda o onirismo a partir do ponto de vista de “amigos atemporais na dura luta contra o clichê”: Bergson, Deleuze, Guattari, Spinoza, Leibniz, Guimarães Rosa, Bernardo Carvalho, Glauber Rocha, Jung. 

E na terceira e última parte, Vortex Desperta, Job percorre alguns dos conhecimentos acerca do sonho, para em seguida dar um passo além e consistente para uma ontologia onírica, uma nova teoria dos sonhos, retirando-os do domínio representacional que a psicologia do século XX relegou-os.

“O sentido a vida é criar sentidos para ela, não podemos estabelecer um sentido pré-definido para o sonho. A partir de uma conceituação consistente, o convite da Ontologia Onírica é que cultivemos as imagens oníricas para expandir nossas experiências no dia a dia; não precisamos de aditivos químicos para isso, mas de uma nova ontologia, de um novo estatuto do ser. O mal estar contemporâneo é consequência da ditadura de uma certa realidade”, afirma Job. 

. Leia trecho do livro clicando AQUI

"Ontologia Onírica" no Facebook AQUI

Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: 

A ONTOLOGIA ONÍRICA 

|Editora Cassará          |Formato: 16x23cm       |Págs: 256         |Preço: 35,00 


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Livraria da Travessa: AQUI 





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sábado, 17 de agosto de 2013

Pornoética?

Pornologia para Epistemontonautas


Foi mistério e segredo
E muito mais
Foi divino brinquedo
E muito mais
Se amar como dois animais
Alceu Valença

Estranho, mas o amor puro é tranquilo.
Waldo Vieira



Nelson Job


A Ontologia Onírica vem esmiuçando o preço a se pagar pela imanência e o preço que pagamos por minimizar a magia. Se o primeiro preço “pagamos” com prazer, o segundo não valheu a pena. A Inquisição e a mudança do estatuto ontológico da linguagem (passagem da palavra é a coisa para a palavra representa a coisa) estabeleceram um mundo dualista e mau resolvido sexualmente. A Igreja, com suas interpretações e “lapidações” da escolástica, criou um paradigma sexual culposo. A orgia das bruxas foi sendo trocada por sexo silencioso para os filhos ou pais não se ouvirem (ver “Histéricas Graças a Deus?”).

Existem resistências: a dita “revolução sexual”, o rock’n’roll, a abertura do Ocidente para a sacralidade do sexo de certo Oriente. Uma resistência peculiar é a pornografia, que é pouquíssimo problematizada. Aparecem algumas leituras psicanalíticas redundantes, algumas inserções antropológicas e sociológicas etc. A questão é: com o advento da popularização da internet, a pornografia se torna ubíqua. Pré-adolescentes tem acesso livre, moldando suas iniciações sexuais ao clichê boquete-penetração vaginal e depois, anal-ejaculação na boca ou em outra parte exterior do corpo, repetido ad infinitum pelas inúmeras cenas pornô online. Tanto se usa pornografia e tão pouco se fala. A hipocrisia diante da sexualidade, tão criticada na era pré revolução sexual, hoje se reinstala através da pornografia silenciosa: quase todos a utilizam, quase ninguém fala sobre; antes se escondia revistas pornô embaixo da cama, agora se assiste pornografia com fone de ouvido, escondida de todos. Comenta-se publicamente nas redes sociais da operação médica de alto risco recém feita até de como se odeia profundamente o vizinho funkeiro, mas pouco se fala do ícone ocasional do onanismo reincidente.

As bruxas possuíam uma liberdade sexual, ainda que muitas vezes degenerada (mais no sentido entrópico que moral), mas ao menos davam vazão aos seus desejos. Hoje, se pratica muito sexo pudico compensado por masturbações homéricas para as divas do pornô (bem como animais, máquinas etc: os filmes pornô possuem muitas “categorias”). O quê fazer diante dessa cisão desejante? Que fique claro: o problema aqui não é a disseminação crescente do pornô, nenhum juízo de moral nisso, mas a cisão entre o sexo que se pratica e o sexo que se fantasia, ainda que seja necessário explicitar o clichê pornográfico bem como sua predominância de fantasias masculinas levem a uma homogeneidade desnecessária à sexualidade contemporânea. Poucas atrizes pornô que se tornam diretoras conseguem prevalecer fantasias femininas em seus filmes, ainda que venha se constelando um movimento para filmes de sexo explícito mais românticos: DaneJones etc.

De um lado, algumas saídas vêm sendo discutidas (educação sexual nas escolas, abertura de diálogo entre os pais etc), de outro, (já ponderamos aqui que) a sexualidade é para além do genital, e isso é , digamos assim, "saudável" (ver “Sexar”). O cristianismo institucional ainda é um problema. O Vaticano vem dando sinais constantes de abertura, é possível (esperamos) que se permita o uso da camisinha em breve. Mas as igrejas evangélicas insistem e dar passos atrás nessa abertura.

O recente neocaretismo dos vampiros ultrarromânticos é um fenômeno que também merece uma reflexão (ver: “Redivivos?”). Se as “mocinhas” preferem vampiros milenares conservadores aos lobisomens jovens e selvagens, a pista é que o processo civilizatório é fatal, ou, no mínimo, mortificante? Diante disso, é preciso trazer selvageria ao convite à imanência de Spinoza: imanência entre civilização e animalidade, entre polidez e selvageria. Resumindo “Sexar”: não há tipologia sexual, há desejo. O norte da Ética do desejo: se produz um bom encontro para ambos (ou mais), se a imanência goza junto com você em uma cópula cósmica, genital ou não, então é uma prática sexual ética. Claro que as nuances dessa Ética devem ser exploradas para não degenerar em sexualidades tristes. Assim, a cisão desejante deve se reencontrar na imanência: as fantasias podem ser realizadas, apenas se atentem à Ética, e não a moral (“não pode isso, goze desse jeito e só”).

Porém, o problema da pornografia é mais abrangente: nas redes sociais, a estética é pornográfica, no sentido que o explícito e a ausência do privado tomam conta. O fato do Facebook vender informações de seus usuários para as empresas apenas é uma versão mais institucionalizada. Nas redes sociais se exibe a ressaca, o almoço chinfrim, a doença, a miséria, sobretudo, a miséria estÉtica. Outra cisão: o tímido do mundo exterior se torna o histriônico virtual (no sentido de cibernético).

Claro está os benefícios da internet (ver “Brasil-vortex”): o aumento quantitativo e de velocidade da troca de informação. Mas o tempo gasto diante dos computadores criaram personas cibernéticas que, muitas vezes, “virtualiza” de um lado, mas desvitaliza de outro. Pode, é claro, acontecer vivências autênticas no cyberespaço, mas também se otimiza a possibilidade de preguiças existenciais (não chamo de neurose, por que o termo  há muito se moralizou) cibernéticas. Dito isso, não há problema algum no sexo virtual, nem na masturbação. O problema está, mais uma vez, no método fechado, no clichê: as novas formas de relação e sexualidade não devem se tornar as únicas, apenas mais uma no rol infinito de possibilidades relacionais.

Já anunciamos por aqui que um feminar que se anuncia, emergindo uma Era do Conjugalismo. Se não deve se repetir as degenerações das bruxas medievais (que orbitavam em torno do prazer egóico e/ou reativo a uma moral cristã vigente), é preciso suscitar desejos amorais, perversamente (que não tem apenas um verso, quem sabe vários poemas eróticos) éticos. Não é uma questão de 50 tons de pseudo liberdade sexual, mas sim de um infinito espectro de autênticas conexões desejantes.

Cabe, então, a questão: é possível uma pornoética? Sim, se considerarmos a imanência entre o amor (ver: “Amarnifesto”) e a pornografia. Do contrário, a pornografia não afetiva, o sexo pelo sexo, leva cada vez mais a um niilismo sexual, bem típico da histeria, minimizando as potências afetivas do sexo. Mas se apreendemos que a sexualidade animal que emerge nas vortexologias humanas coexiste com o processo civilizatório e com o amor (Último tango em Paris: "a partir de agora seremos apenas rugidos"...), a questão das perversões só será patológica se não passa pelo crivo ético, o niilismo sexual só impera num cultivo de preguiça existencial (ver "O amor no(s) tempo(s) do caos").

Nossa época vem declinando do privado, porém o público deve ser, muitas vezes, questão de escolha. O momento político é beneficiado eticamente por certo declínio da vida privada; o que não quer dizer que tudo deva ser público, isso seria apenas uma medida excludente, empobrecedora. Se há algo de potente no público, é que devemos assumir nossos desejos a todo tempo, ainda que seja uma opção relevante praticá-los na alcova, à meia luz.






sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Epistemontonauta (verbete)


(Sonhador ontológico) Vortex, atrator, "pessoa", "ente", agenciamento, auto organização de vetores que suscita seu(s) vortex(es) através do apreensão (estudo + vivência) da Vortexologia.

Epistemontologia (verbete)



Imanência entre epistemologia (estudo do conhecimento) e ontologia. Não se concebe aqui uma separação entre os estudos do ser (que na espistemontologia é devir) e do conhecimento. À luz de um transaber, como é a Ontologia Onírica, devir é adquirir sabedoria, ou seja, conhecimento aplicado à vida.

Textos neste blog:

Vortex: Ubiquidade Cósmica - vortexologia pragmática para sonhadores oníricos (JOB, Nelson)

(I)manifesto Transaberes (JOB, Nelson)

sábado, 3 de agosto de 2013

A Gargalhada Cósmica (por: Nelson Job)



Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática.
Manoel de Barros


Há quem credite a alcunha de “grande autor” os pensadores trombados que nos fazem adestrar o olhar para o torpe do mundo. Nós, eivados dos mais belos transaberes, cultivamos outros devires...

O mundo ao redor: eis que as gargalhadas estão em extinção. Se, de um lado, controla-se o desejo, “não pode isso, mas pode aquilo”, por outro, influencia-se no que se deseja. O Homem, triste de desejos tolhidos e redirecionados, sorri amarelo nas redes sociais. Sabe-se que o Homem emerge da relação entre desejos, vetores com os mais desterritorializados devires, mas é devidamente territorializado pelas convenções sociais e morais. Porém, são essas convenções sociais e a ubiquidade do consumo, desvirtuaram esse desejo. Resta ao Homem nada mais que risos de soslaio quando as crianças teimam em lhe ensinar o mais nobre indício de criação de sentido da vida: o gargalhar.


Há muito que Spinoza e Bergson culminam suas obras com a alegria. O "príncipe dos filósofos" nos contempla com o conceito de que o aumento de potência, o bom encontro, o auto-amor da imanência, a Ética, são da ordem da alegria e o francês, por sua vez, diz que a alegria se dá ao apreendermos cada vez mais o virtual, ao nos relacionarmos intensivamente com o atemporal. Bergson ainda vai nos dizer que o riso denuncia a rigidez do sensório-motor, pura apreensão de virtual e que a humanidade precisa aprender a trocar o prazer pela alegria (ainda que isso não nos impeça da alegria do sexar).

Já Deleuze e Guattari, nos ensinam a rir com Kafka (a alegria das metamorfoses), Francis Bacon (a graça do corpo indo além) e Beckett (esplendor das circunvoluções mais inesperadas das palavras). Autores que recebem usualmente o rótulo de “pesados”, no entanto, nos convidam, nem tão sutilmente, para dançar nas forças vitais com a leveza de quem brinca, ainda que suas imagens criadas sejam intensas.

Esses europeus já fizeram a sua parte. Aqui, urge cultivar a alegria nas vorticidades brasileiras.

É conhecido o bom humor e calor humano dos trópicos. Ainda que esse bom humor seja relacionado a um riso triste que tenta esquecer a pobreza, almejamos aqui nos direcionar para outras peculiaridades. O Brasil possui heterogeneidades inéditas. A alegria que suscitamos aqui é oriunda da vertigem de emergir de uma inconstante sopa pré-biótica cósmica, vortex (epi)genético que goza dos mais múltiplos vetores: gens oriundos de todos os cantos do mundo se encontram no campo brasileiro, se estendendo para os gens anímicos da geografia e culturas mais heterogêneas, cadências rítmicas. O código genético se estende aos vivos inorgânicos traçando na acontecência  a plena alegria de gerar novidade. Essa novidade que possui rumo incerto, esse não saber que se estende ao limiares epistemontológicos, gera nas entranhas da terra a mais plena gargalhada cósmica. Gargalhada no sentido que nela, se perde o controle do corpo, chega-se a chorar, atravessado pelos devires mais vertiginosos: a festa das intensidades ou dança dos vetores instáveis da novidade. Os vortexes gargalham do/no/por puro devir. A graça de não se controlar a acontecência, a alegria de não saber o que virá, a vertigem de intuir a expansão epistemontológica!

Se os europeus nos ensinaram a rir dos devires que lá se anunciavam, as vortexidades brasileiras e pós-brasileiras conclamam às gargalhadas cósmicas, pois: até as leis da física podem mudar, gerando outro cosmos, alegria de instabilidade. Se, de um lado, o talento de Chaplin ainda convoca à hipocrisia em “Smile”, aqui se ensaiam, lentamente, algumas novidades pela Porta dos Fundos.



O problema do limiar do Caos: Christopher Nolan nos assustou com a triste gargalhada do seu Coringa, “o agente do Caos”. Vortex sombrio tão poderoso que coagulou do âmbito cinematográfico para suicidar seu ator e atirar dentro das salas de exibição. Aqui há um atropelo: o Coringa se nega a encarar o que é problemático na seriedade de um Batman. A gargalhada cósmica tem seus percalços, é preciso muita seriedade e esforço para se chegar até ela. Muitas vezes, a melancolia é seu prenúncio. Se o Coringa se aliena dessa seriedade, desse esforço, ele se dicotomiza saindo de um ego neurótico (por exemplo, um Batman) para se esvair em Caos. A gargalhada cósmica opera de outra forma: a imanência é o Caos, não se esconde dele, funde-se a ele, elo místico de um vortex spinozista-bergsoniano, ou seja, apreender a imanência, a divindade caótica, ainda que instável.

Gargalhar cosmicamente por apreender a pintura abstrata (seus sentidos antes ocultos), por abraçar (enquanto enlace amoroso), por simplesmente criar, emergindo outras estÉticas. A gargalhada cósmica é nosso conceito mais precioso. É uma obviedade que emerja em vortexes brasileiros, mas para, eticamente, ressoar no cosmos. Para tanto, é preciso se aliar aos conceitos, adquirir vorticidade, vibrar as energias. Sabemos que o controle, os a prioris e a previsão (mas não a intuição) são tristes. Assim, urge que, sem diques, sejamos atravessados por devires, por vortexes: que nosso mergulhar na acontecência suscite as mais estrondosas gargalhadas cósmicas!