CO(S)MICIDADES: dia 15/10/16, sábado, de 10 às 18:00 (Rua Barão de Guaratiba, 29, Glória)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Intensar:

Tratado de Anarcoepistemontologia ou Qualquer Dança na Imanência Provisória                                  
Nelson Job




Mas minha natureza é tal que tudo termina em alegria.
Sri Nisargadatta Maharaj

Glaucus Noia acaba de inventar o verbo intensar. Nada a ver com “intensificar”. Não se “intensifica” aqui, a velocidade entre lento e veloz, nem a temperatura entre frio e quente. Essas modulações estão defasadas diante da criação pura a-histórica, que se dá agora na performance-ritual-caos-dança-butoh. Intens(íon)amos outra coisa, ou melhor, forjamos a Coisa que se descoisifica, do objeto que se rebela em seu estatuto de objeto e se torna vortex, dinamismo cósmico que assola toda a Acontecência. Não é que as coisas do universo se movimentem nele, mas o próprio Cosmos em devir é vortex, ainda que você possa iludir uma ausência de dinamismo.

O grito gutural não é cultural, ou seja, abandonamos aqui de vez o conceito de “cultura”, preconceito velho oriundo dos demarcadores de pseudo-diferenças. A cultura é histórica e linear, a a-história é o ato de intensar até fazer urrar o Ser, desser o Ser, ato anarco-epistemontológico: não adianta devir remetido ao um mesmo imanente, habitamos tropegamente uma imanência provisória, o resto é re-ligião, por exemplo, uma ciência que re-liga infinitamente a função A na B.

Enquanto a nação discute o quão enganada será pelos softwares inseridos nas urnas eletrônicas ou qual será o partido que mais vai lucrar com o auxílio dos bancos, perversamente bancado pelos impostos; nós estamos focados no intensar: não interessa a "sucessão" da História, e sim, o intensar dos veios da Acontecência, até expressar, exprimir, alterar o panorama, não mudando os agentes, mas agenciando outro panorama, saindo de uma ontologia do antigo panorama para habitar uma paisagem a-histórica em que não há consumo, nem capital, nem o comum, mas os silvos dos tornados epistemontológicos, que sismam em desmontar todo o aparato da Existência. Isso equivale a dizer que, na paisagem histórica a re/des-codificação é infinita, viciada em consumo e em crescimento econômico, monstro invencível nessa e apenas nessa paisagem. No intensar, que produz a-historicamente outra paisagem, não há esse monstro, muito menos a necessidade estupidificada de "vencê-lo". No intensar não se consome, expande-se o É rumo à instabilidade cósmica. A "paisagem histórica" é a "cerca perceptiva" que o Iluminismo, o racionalismo, o economismo, o habitus desvairado e, sobretudo, o conceitismo das "mais belas" teorias que tentam  obnubilar, domesticar devires selvagens.

Ainda que insistam em reinventar os apelidos de Gaia para apenas, com rouquidão, representar que o mundo vai acabar, exceto o mundo que permanece – apenas mais uma patetice acadêmica daqueles que ainda preferem pensar ao invés de intensar – vamos amoralizar toda a ecologia, transformando-a em Ética radical, clamar a um abdicar do mundo, promovendo um aumento de potência (sem rastro de Termodinâmica), para desser, intensar, vortexear, instavelmente, ainda que plenamente. Transpalavrando, a questão não é inventar "antropocenos" e fingir que o homem faz cosquinha nas crostas terrestres (apenas mania sanitarista de suposta grandeza conceitual), mas pulsar um cosmos onde natureza e cultura não fazem mais sentido, posto que este é pós-natureza. "O  mundo" a ser "salvo" sempre será o mundo do crescimento; esse é o golpe derradeiro no ativismo ontologicamente ingênuo, perpetuado ad infinitum e que só interessa ao Poder, seja vendendo lâmpadas "economicamente" mais venenosas ou pasta de soja transgênica. Nada mais vendável que o "eterno" Mito do Salvador... Não queremos mudar o mundo, e sim mudar de mundo, operação epistemontológica, mundanização em devir. Um Corpo sem Órgãos em plena potência não teme os agenciamentos mais estranhos entre natureza e cultura, mas transmuta-os, a partir de uma imanência provisória, em Vortexologia, onde não se encontra mais nenhuma dualidade.

Uma criança chora, prestes a dar a mão aos deuses. Brincadeira cósmica que esquecemos ousar. Mas agora, já é muito tarde pra cair nas mesmas armadilhas. Troquemos a música, vamos dançar até a mais bela Tempestade trovejar em nós. 

               

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Coletivos Transaberes 2014: Novo Grupo

Grupo de Estudos do livro Ontologia Onírica




O momento presente se instala nas mais variadas instabilidades, seja do conhecimento, das instituições, dos afetos. Menos uma "mudança de paradigma" e mais uma coexistência de paradigmas se faz necessária. Muito se diz acerca dessas questões, mas pouco é realizado com consistência. Para dançar entre a consistência e a instabilidade, criamos esse Coletivo Transaberes, apreendendo os Transaberes enquanto a relação entre os saberes na vida.

Esse novo grupo semanal possui como norte o desdobramento do livro Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica. Os temas serão o "conceito geral" de magia, sendo trabalhado especificamente o Hermetismo de Hermes Trismegistos; a filosofia da diferença cunhada por Deleuze, passando por Plotino, Spinoza, Bergson etc; a física moderna, enfatizando a Mecânica Quântica, a Teoria do Caos e a Cosmologia e a arte: literatura, cinema e pintura. Estabelecida as ressonâncias entre esses saberes, além de uma concepção não-representacional dos sonhos, alguns novos conceitos serão criados: a Vortexologia, a transcendência a posteriori e os Transaberes.

Início: 11 de agosto de 2014 (todas as segundas)
Horário: 19:00 às 21:00
Duração: cerca de 4 meses
Valor: estabelecido pelo próprio participante
Facilitador: Nelson Job (doutor pelo HCTE/UFRJ, psicólogo e autor do Ontologia Onírica)
Local: Largo do Machado (detalhes por email)
Outras informações: nelsonjob1@yahoo.com.br
Sem pré-requesito

Como adquirir e saber mais acerca do livro Ontologia Onírica: clique AQUI
Você também pode adquirir o livro no próprio grupo.

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